quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Um ano após tomar tiro na cabeça, menina Malala vira símbolo mundial

Historicamente, o noroeste do país é uma das regiões menos desenvolvidas do Paquistão. Mas o Swat, curiosamente, há muito tempo é mais avançado em termos de educação.

Até 1969, a região era um principado semiautônomo, com um governo chamado Wali. O primeiro de seus governantes foi Miangul Gulshahzada Sir Abdul Wadud, apontado por um conselho local em 1915.


Apesar de não ter tido educação formal, ele estabeleceu as bases para uma rede de escolas no vale – a primeira escola primária para meninos apareceu em 1922, seguida alguns anos depois pela primeira escola para meninas.


O padrão continuou com seu filho, Wali Miangul Abdul Haq Jahanzeb, que chegou ao poder em 1949 e criou escolas secundárias e faculdades, incluindo o Jahanzeb College, fundado em 1952, onde o pai de Malala, Ziauddin Yousafzai, estudaria muitos anos depois.

Diante desse histórico, o destino que recaiu sobre as escolas do Swat nos primeiros anos do século 21 é particularmente trágico.

Quando Malala nasceu, seu pai havia realizado o sonho de fundar sua própria escola, que começou com apenas alguns alunos e se transformou em um estabelecimento com mais de mil meninas e meninos.

Grandes aspirações


Na escola é possível ver que a ausência de Malala é profundamente sentida. Do lado de fora de sua antiga classe, há um recorte de jornal a respeito dela. Dentro, sua melhor amiga, Moniba, escreveu o nome Malala em uma cadeira da primeira fila.


Esse era o mundo de Malala – não de riqueza ou privilégios, mas uma atmosfera dominada pela educação. E ela cresceu uma jovem precoce, autoconfiante e assertiva.

Nisso, ela não estava sozinha. Em sua antiga classe, o foco e a atenção são absolutos, com grandes aspirações. Muitas das meninas querem ser médicas, e uma delas diz querer um dia comandar o Exército do país.


Parte da razão para essa motivação é que apenas empregos qualificados permitirão a essas meninas uma vida fora de seus lares. Enquanto meninos com pouca educação podem esperar encontrar trabalhos pouco qualificados, suas colegas do sexo feminino terão seu poder de ganhar dinheiro restrito ao que podem fazer dentro das quatro paredes de suas casas – talvez costura.


“Para meus irmãos, era fácil pensar sobre o futuro”, diz Malala. “Eles podem ser o que quiserem. Mas para mim era mais difícil, e por isso queria me tornar educada e ganhar força com meu conhecimento.”


Esse futuro ficou ameaçado quando os primeiros sinais da influência do Talebã apareceram, em meio a uma onda de sentimentos antiocidentais no Paquistão, nos anos imediatamente depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 e a consequente invasão do vizinho Afeganistão, liderada pelos americanos.


Como em outras partes do noroeste do Paquistão, o Swat sempre foi uma região devota e conservadora, mas o que estava acontecendo em 2007 era muito diferente – anúncios de rádio ameaçando punições no estilo da Sharia (a lei islâmica) para quem não seguisse as tradições muçulmanas locais. E que, de forma ameaçadora, lançavam normas contra a educação.

Educação interrompida


O pior período foi ao final de 2008, quando o líder Talebã local, Mullah Fazlullah, emitiu uma advertência aterrorizante: toda a educação feminina deveria ser interrompida em um prazo de um mês, ou as escolas sofreriam consequências.

Malala lembra bem daquele momento: “‘Como eles podem nos impedir de ir à escola?’, eu pensava. ‘É impossível, como eles podem fazer isso?’”.


Mas Ziauddin Yousafzai e seu amigo Ahmad Shah, que administrava outra escola próxima, tinham que reconhecer isso como uma possibilidade real. O Talebã sempre cumpria suas ameaças. Os dois discutiram a situação com os comandantes militares locais. “Perguntei quanta segurança eles nos garantiriam”, lembra Shah. “Eles disseram: ‘Nós garantiremos a segurança, não fechem suas escolas’.” Mas era mais fácil falar do que fazer.


Nessa época, Malala tinha apenas 11 anos, mas estava bem atenta a como as coisas estavam mudando. “As pessoas não precisam saber dessas coisas com 9, 10 ou 11 anos, mas nós estávamos testemunhando terrorismo e extremismo, então precisávamos estar atentas”, diz. Ela sabia que seu modo de vida estava ameaçado. Quando um jornalista do serviço em urdu da BBC perguntou ao seu pai sobre jovens que estariam dispostos a dar sua perspectiva sobre a vida sob a ameaça do Talebã, ele sugeriu Malala.

O resultado foi o “Diário de uma Estudante Paquistanesa”, um blog publicado pela BBC Urdu, no qual Malala relatava sua esperança continuar frequentando a escola e os temores pelo futuro do Swat.

‘Defender os meus direitos’


Ela viu o blog como uma oportunidade. “Eu queria defender meus direitos”, diz ela. “E também não queria que meu futuro fosse estar sentada entre quatro paredes, apenas cozinhando e dando à luz a filhos. Não queria ver minha vida daquele jeito.”

O blog era anônimo, mas Malala também não tinha medo de falar em público sobre o direito à educação, como fez em fevereiro de 2009 para o apresentador de TV paquistanês Hamid Mir.


“Fiquei surpreso de saber que havia uma menina no Swat que podia falar com grande confiança, que era muito corajosa e articulada”, diz Mir. “Mas ao mesmo tempo estava preocupado com sua segurança e com a segurança de sua família.”

Naquela época, o pai de Malala parecia estar sob maior risco. Ativista social e educacional conhecido, ele sentia que o Talebã se moveria das áreas tribais do Paquistão para o Vale do Swat.


A própria Malala estava preocupada com ele. “Eu pensava: ‘O que eu faria se um Talebã vier à minha casa? Vamos esconder meu pai em um armário e chamar a polícia’”, lembra.

Ninguém pensava que o Talebã alvejaria uma criança. Houve, porém, incidentes notórios nos quais eles haviam atacado mulheres como exemplo. No começo de 2009, uma dançarina foi acusada de imoralidade e assassinada. Seu corpo foi colocado em praça pública no centro de Mingora. Pouco depois, houve um escândalo em todo o Paquistão após o aparecimento de um vídeo de Swat que mostrava o Talebã chicoteando uma menina de 17 anos acusada de “relações ilícitas” com um homem.

‘Voz mais poderosa’


Ziauddin Yousafzai sabia que a notoriedade de Malala no vale a colocava em risco, mesmo não podendo prever o que aconteceria. “A voz de Malala era a mais poderosa no Swat porque a maior vítima do Talebã eram as meninas estudantes e a educação das garotas, e poucas pessoas falavam sobre isso”, ele diz. “Quando ela falava sobre educação, todo mundo prestava atenção.”


Quando Malala foi alvejada, em 2012, os piores dias do poder do Talebã sobre o Swat já tinham ficado para trás. Uma grande operação militar havia expulsado da região da maioria dos militantes, mas alguns permaneceram, discretamente.

“A vida era normal para as pessoas normais, mas para aqueles que levantaram suas vozes, era um período arriscado”, diz Malala. Ela era uma dessas pessoas.


Na tarde do dia 9 de outubro, ela deixou a escola, como sempre fazia, e subiu em um pequeno ônibus escolar. Era um trajeto curto até sua casa, mas sua mãe insistia para que ela fosse de ônibus ou de carro por segurança. No caminho de volta, Malala notou algo diferente. “Perguntei a Moniba: ‘Por que não há ninguém na rua?’”


Instantes mais tarde, ainda a poucos metros do colégio, dois jovens entraram no ônibus. Segundo Moniba, eles pareciam estudantes. Um deles perguntou, em voz alta, ‘Quem é Malala?’. Inicialmente, pensou-se que eram jornalistas, atrás da conhecida estudante. Mas Malala sentiu o perigo. “Ela ficou muito assustada”, Moniba lembra.As outras meninas no ônibus olharam para Malala, inocentemente identificando-a. Começaram os disparos. As meninas sentadas no lado oposto ao de Malala, Shazia Ramzan e Kainat Riaz, também seriam feridas. Ao ver Malala ensanguentada na cabeça, Moniba desmaiou.

Passaram-se 10 minutos até que o socorro chegasse. As quatro foram levadas, três delas feridas.

‘Orgulho de você’


Ao saber do atentado, o pai de Malala correu para o hospital, onde encontrou a filha em uma maca. “Quando olhei para a face dela, desabei, beijei a testa dela, o nariz, as bochechas”, ele conta. “E aí eu disse, ‘Você é minha orgulhosa filha, e eu tenho orgulho de você.” Baleada na cabeça, Malala corria alto risco. Um helicóptero a levou para o hospital militar de Peshawar, o melhor da região. Sem esperança, Ziauddin Yousafzai preparava-se para o pior e ligava para parentes, para que começassem a organizar o funeral. “Foi o momento mais difícil da minha vida.”


“Ela estava inicialmente consciente, mas muito agitada”, lembra o neurocirurgião coronel Junaid Khan, que a atendeu, já na unidade militar. A bala havia entrado sobre a sobrancelha esquerda e se alojado no fundo do crânio. Depois de algumas horas, as condições da menina se deterioraram muito. Uma tomografia mostrou inchaço no cérebro e necessidade de uma cirurgia urgente. A parte do cérebro envolvida é a que responde pela fala e por movimentos de pernas e braços.


O crânio foi aberto e a cirurgia entrou em curso. Até aquele momento, Khan conta, ele não tinha ouvido falar de Malala. Mas a chegada de hordas de jornalistas e equipes de TV deu a dimensão da revolta com o caso no Paquistão e no resto do mundo. Havia a sensação de que, se o Talebã fez isso com uma menina, poderia fazer com qualquer um.

‘Um livro e uma caneta podem mudar o mundo’


No dia 12 de julho, nove meses depois do disparo, viria a maior conquista. Malala chegaria à Assembleia da ONU para discursar. Era o dia do 16º aniversário dela. “Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”, ela disse a 400 jovens na assembleia. Ziauddin Yousafzai crê que o discurso da filha foi um ataque contra as percepções negativas em relação a pashtuns, paquistaneses e muçulmanos.


“Ela estava dizendo ao mundo: nós não somos terroristas, nos somos pacíficos, nós amamos educação.” Agora até especula-se se Malala deveria receber o Prêmio Nobel da Paz. A menina de Swat se tornou conhecida globalmente, mas ela ainda acredita que deve voltar ao Paquistão. Poucos recomendariam que ela o fizesse tão cedo. Ainda há temores de segurança, já que ela atrai muita atenção.


Mas Malala não parece disposta a se esconder. “Eles (os críticos) têm o direito de expressar o que sentem, e é meu direito dizer o que quero. Quero fazer algo pela educação, este é meu único desejo”. E quando questionada sobre o que os militantes do Talibã conseguiram no dia em que dispararam contra ela, Malala sorri.

“Acho que eles devem ter se arrependido. Agora, sou ouvida no mundo inteiro.” Por: Pragmatismo Político. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O dia em que morreu Che Guevara

Capturado em vida, EUA ordenaram execução sumária de Che Guevara. Cadáver do líder latino-americano desapareceu durante 30 anos. Até morto, ele representava um perigo para as classes dominantes


Depois de ter sido, ao lado de Fidel, Camilo e Raul, um dos principais comandantes da Revolução Cubana, de ter assumido o Ministério da Indústria e o Banco Central de Cuba, de ter organizado a guerrilha na África, determinado a impulsionar a Revolução na América Latina e construir um mundo novo, no dia 5 de março de 1967, Che Guevara e o primeiro grupo de 44 guerrilheiros chegaram à Bolívia, numa fazenda cedida por Roberto Peredo, integrante do Partido Comunista Boliviano (apoio pessoal, pois o Partido nunca se comprometeu com a guerrilha).

Falhas cometidas por alguns guerrilheiros e a delação feita por dois desertores deram ao Exército a certeza de que havia um grupo armado na região e sua localização. Preparam o primeiro ataque, que acontece no dia 23 de março, mas a guerrilha já os esperava e, numa emboscada, derrota o Exército sem sofrer baixas. A segunda batalha também é positiva para os rebeldes, tendo ocorrido a 10 de abril.

A seguir, há uma dispersão de forças e tudo transcorre sem maiores novidades até 31 de agosto, quando a traição de Honorato Rojas, camponês que apoiava a guerrilha, proporcionou a emboscada de Vale Del Ieso, quando foi dizimada toda a retaguarda. A essa altura, o exército aprendera com os erros cometidos nas investidas anteriores e com o treinamento de três meses efetuado por enviados do Governo dos EUA: um coronel, quatro capitães e 12 sargentos.

O cerco vai se fechando e, no dia 8 de outubro, Pedro Pena, um camponês interessado em receber a recompensa de US$ 4.200, delata a presença de 17 guerrilheiros (é a vanguarda, comandada por Che). Eles são cercados por 70 homens e há 1.500 nos arredores bem armados e alimentados, enquanto os guerrilheiros estão famintos, maltrapilhos, com fome e sede.

O combate encarniçado começa em torno do meio dia. Às 15h, Che é atingido na perna, sua arma inutilizada; Willy (Simon Cuba) tira-o da linha de fogo. Os dois são detidos: Che, com ferimento leve; Simon Cuba, ileso. Levados para o povoado de La Higuera, são custodiados numa escola, cada um numa sala. No dia seguinte, o presidente da Bolívia, René Barrientos, após consultar seus patrões, o Governo dos Estados Unidos, autoriza a execução sumária de ambos e de qualquer prisioneiro da guerrilha, temendo uma mobilização internacional por sua liberdade e que o julgamento fosse transformado em tribuna, como Fidel o fizera em Cuba. Assim, no dia 9 de outubro, às 12h50, Che e Simon são executados à queima roupa.

No dia 11, desapareceu o cadáver de Che. Até morto, ele representava um perigo para as classes dominantes. Só foi encontrado em 1997, após 19 meses de buscas iniciadas desde que o general Mário Vargas Salinas, um dos que comandaram as tropas contra a guerrilha, revelou que o tinham enterrado em Vallegrande (área da luta). Os restos mortais foram trasladados para Cuba, onde, recebido com honras de herói nacional repousa em Santa Clara.

Brilhando pelo mundo inteiro

Mas, apesar de sua morte, a cada ano que passa, a cada nova geração, aumenta o número dos admiradores e seguidores de Che Guevara em todo o mundo. E não são apenas os comunistas e revolucionários. Os moradores de La Higuera o veneram como San Ernesto. Milhares de jovens nem entendem o seu pensamento e sua luta, mas têm-no como referência por sua dignidade e sua coerência, tão raros em nossos dias em que a degradação moral do capitalismo se espalha por todas as classes sociais. Por que isso? É Jean Paul Sartre, filósofo francês, quem responde: “Foi o ser humano mais completo de nossa era. “O braseiro boliviano de Ñancahuazu foi provisoriamente extinto, mas a sua luz continua a brilhar, a incendiar por toda a parte novos braseiros, a fazer brotar novas centelhas, a guiar os povos como uma tocha na noite. Nada poderá apagar essa luz”.

Ao discursar na Praça da Revolução, em Havana, no dia 18 de outubro de 1967, Fidel Castro assim definiu Ernesto Che Guevara: “Não é fácil conjugar numa pessoa todas as virtudes que se conjugavam nele. Não é fácil que uma pessoa de maneira espontânea seja capaz de desenvolver uma personalidade como a sua. Diria que é desse tipo de homens que é difícil igualar e praticamente impossível superar. Porém diremos também que homens como ele são capazes, com seu exemplo, de ajudar que surjam homens como ele. (…) Muitas coisas ele pensou, desenvolveu e escreveu. E há algo que deve se dizer num dia como hoje: é que os escritos de Che, o pensamento político e revolucionário de Che têm um valor permanente no processo revolucionário cubano e no processo revolucionário da América Latina”. Hoje, o nome de Che, suas ideias e seu exemplo, tornaram-se verdadeiras bandeiras de luta contra as injustiças, contra a opressão do imperialismo capitalista e pelo socialismo e, a cada dia, o pensamento de Che torna-se mais vivo e mais atual.

A honra

Eu creio que a primeira coisa que deve caracterizar um jovem comunista é a honra que se sente por ser jovem comunista. Essa honra que o leva a mostrar-se a toda gente na sua condição de ser comunista, que não o submete à clandestinidade, que o não reduz a fórmulas, mas que ele manifesta em cada momento que lhe sai do espírito, que tem interesse porque é o símbolo de seu orgulho.
Junta-se a isso um grande sentido do dever para com a sociedade que estamos construindo, para com os nossos semelhantes como seres humanos e para com todos os homens do mundo.
Isso é algo que deve caracterizar o jovem comunista. Paralelamente, uma grande sensibilidade a todos os problemas e uma grande sensibilidade em relação à justiça.” – Che Guevara.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

WEB NA AMAZÔNIA É TEMA DE DEBATE EM FÓRUM

O Estado do Pará realizou nos dias 01 e 02 de Setembro o Primeiro Fórum de Ativistas Digitais do Pará (AmazonWeb) que aconteceu em Belém no Hotel Gold Mar, que teve a presença massiva de vários segmentos da sociedade digital paraense e do Brasil. Blogueiros, jornalistas, radialistas, professores e estudantes lotaram as salas do Hotel que ainda teve a presença de autoridades.
Os ativistas participaram dos debates sobre a comunicação na Amazônia, redes sociais, Democratização da Comunicação no Brasil e os avanços da web. 

Entre os palestrantes estão nomes de peso da comunicação entre eles cita-se Conceição Oliveira (@Maria Frô), Tatiane Pires, Sergio Bertoni (Blogosfero), Alex Capuano (CUT Nacional) e Lidyane Ponciano entre outros.

A assessoria de comunicação do Correio Luziense participou do fórum acompanhando todos os detalhes das oficinas e debates.

Para Diógenes Brandão do Blog "AS FALAS DA PÓLIS" ressaltou da importância do evento em Belém tendo como eixo principal a Amazônia, finalizou dizendo: "Este é um grande passo na luta para a democratização das comunicações principalmente na região amazônica que é carente de informação".
Movimentos como o Marajó Forte questionou as dificuldades de acessos nas comunicações na região que é dominada ainda pela grande elite e empresariado do Pará e do Brasil.
O evento que foi realizado pelo SUCESU - Pará (Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicação) com o apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores)


No final do evento reforçaram o convite para o III Fórum da Internet que acontecerá nos dias 03, 04 e 05 de Setembro no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia (HANGAR).
Por: Rodrigo Leite Assessoria de Comunicação S.T.I.A.P.A

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sonho de Martin Luther King continua vivo, depois de 50 anos

O sonho de Martin Luther King continua vivo, depois de 50 anos. Recordando os cinquenta anos do célebre discurso “Eu tenho um sonho” (I have a dream), de Martin Luther King, o Cardeal de Washington, Donald William Wuerl, ressalta o engajamento da Igreja Católica nos EUA com a justiça racial e social.

“A magistral estátua de King, no novo memorial em Washington, nos lembra seu imponente compromisso em conduzir nossa nação à plena consciência da igualdade de todas as pessoas diante de Deus”, declara o cardeal, publicado no Osservatore Romano.

“O seu sonho, tão enraizado na oração e na Sagrada Escritura, continua a nos encorajar a vermos uns aos outros como irmãos e irmãs, filhos do mesmo amoroso Deus”, continua.
O Cardeal Wuerl recorda seu predecessor arcebispo de Washington até 1973, Dom Patrick Aloysius O'Boyle, que rezava para que “os ideais da liberdade, abençoados pela nossa fé e por nossa herança democrática, prevaleçam no país”.

Naqueles dias, o então arcebispo incentivou grupos católicos, paróquias e universidades a participarem da marcha de 28 de agosto de 1963, oferecendo hospitalidade a quem vinha de fora e disponibilizando faixas e cartazes contra o racismo.

“Hoje temos que honrar a sua herança e continuar o seu trabalho” – afirma o atual cardeal. “Este compromisso implica oferecer oportunidades educativas para as crianças, principalmente as mais pobres, que seriam destinadas a escolas mais ‘escassas’”.

Os 96 colégios católicos da Arquidiocese de Washington recebem quase 30.000 crianças da capital e do Estado de Maryland, salienta Dom Wuerl. “Muitas delas pertencem a minorias e não são católicas. Para o próximo ano acadêmico, 2013-2014, a arquidiocese destinou 5,5 milhões de dólares em subvenções aos impostos escolásticos, uma ajuda que sextuplicou nos últimos anos”, revela Dom Wuerl. (Rádio Vaticano).

domingo, 25 de agosto de 2013

Fiéis participam do 2º Círio de Ipixuna do Pará

Cerca de 08 mil fiéis participaram do 2º Círio de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, realizado na manhã deste domingo (25) no município de Ipixuna do Pará. Com o tema “Maria serva, ensinai a Juventude a servir a Deus com fé e alegria”, a programação iniciou com a festividade no dia 15 de agosto e contou com diversas atividades que contribuíram para que a paroquia arrecadasse recurso para a conclusão da Igreja matriz. Outro fator importante foi o apoio da Prefeitura Municipal de Ipixuna do Pará, através das Secretarias que assumiram a organização durante todo o período da festividade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde a comunidade participou de missas, carreatas e muitas atividades culturais. 
Às 7:30 deste domingo, teve início a romaria que após percorrer as principais ruas do centro de Ipixuna, a procissão chegou em frente à igreja matriz, quando o titular da paróquia, padre Juracy Reis de Matos, exaltou Nossa Senhora, agradecendo os dons por ela concedidos a humanidade, citando como exemplos a serenidade, a paciência e a caridade. Em seguida, o pároco conduziu a imagem para o interior da Igreja, onde foi celebrada a missa, para que em seguida os fiéis partissem para o tradicional almoço do Círio. Durante todo o período da festividade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a comunidade participou de missas, carreatas e muitas atividades culturais.

Imagens da Semana